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A tua boca

por arresiur, em 16.06.15

monumento burguês de prazeres mundanos

açoitas-me
com palavras mordazes
no veludo
do teu ninho

e no momento mais íntimo de ti
purificas o meu ser com a saliva melosa da tua essência

publicado às 10:25


Fugir de mim

por arresiur, em 15.06.15

ontem morri
por dentro

vagueio agora no limbo do teu ser

não suporto mais o silêncio,
silêncio, das palavras que me não dizes

ilusão

inconsciência de sentidos

feriste-me
espezinhaste-me
sem piedade

quero partir
quero fugir de mim

publicado às 11:51


A vida é bela

por arresiur, em 12.06.15

transpiro o medo
que em mim habita
se alastra
e me consome

faz frio

uma lágrima aflita
cai no tempo
e emana em mim
uma dor cruel

o sangue
procura uma saída

e

escorre ímpio
pela minha boca fria

procuro
paralisado no tempo
o que ainda resta desta vida

onde
nestas entranhas
jaz imóvel
o meu coração

e a vida é bela

publicado às 10:34


Dia Mundial da Poesia

por arresiur, em 11.06.15

o frio do inverno diminuiu
e deu a morte
deste vida à primavera.

ela caminha lentamente,
os dias ficam mais longos
e brisas quentes acordam do seu hibernar.

ao meu redor...
nascimento.

é a ressurreição da dança da vida,
a dança da floresta
que controla o pulsar da terra.

é a época da criação,
e de pena encharcada em tinta
crio rios nesta folha singela,
neste que é o dia
Mundial da Poesia.

publicado às 20:26


Viagem ao meu interior

por arresiur, em 11.06.15

fecho os olhos ao mundo

concentração

no descompasso das batidas do meu coração

batidas
inquietas
saltitantes

percepções
sensações

ascendo a uma outra dimensão

onde não existe

tempo
espaço

sigo o compasso
da minha alma

que no seu voo livre silencia
essa entrega sem limites

sustenho a respiração
coloco a vida em manutenção

nessa viagem tão sentida
nessa viagem que é a vida

publicado às 12:37


Palavras suspensas no tempo

por arresiur, em 09.06.15

às vezes pergunto por que motivo
tu partes de mim quando entardece,
e digo às minhas esperanças e sonhos,
que nem tudo o que acontece é o que parece.

a vida às vezes pode ser um borrão,
as emoções podem-nos toldar,
às vezes escrevo para ti horas a fio,
quando preciso deixar o meu coração sarar.

o tempo fará esquecer o passado,
esta tristeza que se espalha em mim,
como os lírios à tona de um lago,
numa manhã vestida de carmesim.

o final do dia trará novas alegrias,
e embora eu sonhe acordado,
tenho em mim plena consciência,
de que preciso de ti ao meu lado.

e até que eu volte a escrever para ti amanhã,
lembra-te,
tu és toda a minha alegria, dor e tristeza.

publicado às 14:40


A minha vida

por arresiur, em 08.06.15

no brilho dos teus olhos
transparece a minha vida.

és a morfina dos dias
da dor que me consome.

no brilho do teu olhar
vejo o refúgio à dor,
à angústia que transpira
das noites dormidas acordado.

no teu olhar vejo a cura,
a porta de saída.

no teu olhar,
vejo a minha vida.

publicado às 11:01


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