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Não

por arresiur, em 29.03.15

não olhes para o meu rosto
não tentes descobrir quem sou
não me peças um sorriso
não apontes os meus defeitos
não me condenes
não me enalteças
não me aprisiones
não me tentes dominar
porque só assim poderás ser feliz

publicado às 22:37


Jardim

por arresiur, em 25.03.15

procuro no meu jardim
o cheiro adocicado da paixão
o desejo inebriante do pecado
aquela sensação de imensidão

procuro no meu jardim
o sonho da liberdade
esse desejo ocultado
nas teias da maldade

procuro no meu jardim
esse aroma fulminante
que exala do teu corpo
pela tua respiração ofegante

procuro no meu jardim
esse prazer anunciado
e pelo anseio contido
no clímax apaixonado

publicado às 22:12


Para te ter

por arresiur, em 24.03.15

para te ter
pensei um dia
mudar os hábitos
e a alegria
a forma de ser e estar
desobedecer-me sem pensar

para te ter
perdia amigos
enterrava os planos
em jazigos
esquecia como é bom sonhar
só para ao teu lado poder estar

mas...

então descobri um dia
que para te ter basta ser

publicado às 20:41


Pode um imortal morrer de amor?

por arresiur, em 23.03.15

pode um imortal
morrer de amor?
e viver
nas palavras intemporais?

mesclemos pois,
vida e morte
e na dualidade
tornemo-nos unos
por amor

publicado às 23:01


O Poder!

por arresiur, em 22.03.15

convida
alucina
insinua
cativa
corrompe
escraviza
corrói
consome
domina
enfraquece
humilha
e MATA!

o poder não pertence aos homens.
o poder é o brinquedo dos deuses.

publicado às 19:31


Lírios Pretos

por arresiur, em 18.03.15

lírios pretos
giram em torno de mim
esculpindo um código
com a sua dança inebriante.

um padrão por descobrir
desperta da sua hibernação
e salta da superfície da terra.

imagens metamórficas
deixam a sua cova
na simplicidade de um rascunho.

lírios pretos
fazem despertar em mim
o lado obscuro do meu ser.

lírios pretos.

publicado às 22:18


001

por arresiur, em 17.03.15

na cadeira do velho relvado,
chá com sol,
leituras de romance em romance.

até o sol cair como uma moeda na fenda da terra.

lembra-me o verão
pirâmide de luz

corpos amarrados
queimavam ao sol laranja
escondendo os halos
com a pele gretada destes lábios.

figuras a fumar
fecha os olhos
parte.

publicado às 21:38


No conforto da casa

por arresiur, em 10.03.15

chovia lá fora
na rua deserta
e no conforto da casa
não chovia p’la certa

lá fora o frio
far-nos-ia tiritar
e no conforto da casa
ouvia-se a madeira crepitar

e pingava lá fora
num concerto afinado
e no conforto da casa
escrevia eu ao teu lado

publicado às 20:56


Adaga

por arresiur, em 04.03.15

tomai
bebei

bebei da taça
que transporta a vida
enjaulada pelo fino fio da
adaga

publicado às 21:35


Luxúria em fase pouco avançada

por arresiur, em 01.03.15

a felicidade brilha nos teus olhos
e prendes-me
com o sorriso frio dos teus lábios.

esse corpo que em gestos me diz: possui-me.

essa pele que ao tocar-me diz: desejo-te.

e essa alma que na sua tranquilidade me diz: amo-te.

publicado às 20:48


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